Futuro sem você! Itaú segue negando pagamento da bolsa educação a centenas de trabalhadores

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Futuro sem você! Itaú segue negando pagamento da bolsa educação a centenas de trabalhadores
Em reunião realizada por videoconferência, nesta quinta, 03/04, o Itaú negou mais uma vez retomar o pagamento da bolsa educação para quem foi excluído do benefício neste ano de 205

Com muito descaso e insensibilidade, o Itaú voltou a negar o pagamento da bolsa educação a centenas de funcionárias e funcionários em várias partes do Brasil. Em uma nova reunião, nesta quinta-feira, 3 de abril, entre o movimento sindical, a Fenaban e o Itaú, o Sindicato de BH e entidades filiadas à Fetrafi-MG, Fetec Paraná e Fetec Centro Norte cobraram humanidade do banco e respeito a um direito conquistado há mais de 20 anos.

Apesar da insistente cobrança dos trabalhadores, o Itaú usou o “fim da ultratividade” como justificativa para deixar de pagar o auxílio a bancárias e bancários das bases que se recusaram a assinar um “acordo-armadilha”. Desde 2017, com a reforma trabalhista do governo Temer, direitos, mesmo aqueles já consolidados há décadas, perdem a validade até a assinatura de um novo acordo.

Além disso, o Itaú tratou seus funcionários como meros números ao apresentar outra justificativa para a desumanidade: o banco afirmou que “apenas” 400 bolsas deixaram de ser pagas em um universo de 6.200. O Itaú finge não saber, porém, que por trás de cada uma destas bolsas estão a vida e o futuro de uma pessoa.

E, para piorar, o banco também chegou a dizer que, para garantir benefícios aos funcionários, é necessária uma “contrapartida”. As entidades, então, questionaram: que tipo de contrapartida o banco espera? A assinatura de um acordo que retira direitos?

Os sindicatos insistiram na cobrança pelo retorno da bolsa educação e o banco vai reavaliar a reivindicação. Uma nova negociação ainda será agendada.

Acordo com prejuízos para os trabalhadores

No acordo unificado rejeitado pelos sindicatos da Fetrafi-MG, Fetec Paraná e Fetec Centro Norte, no final de 2024, o Itaú quis incluir a chamada “validação do ponto”. Isto representaria a aceitação total das entidades de que o controle de jornada vem sendo feito de forma correta.

Porém, são inúmeras denúncias de funcionários obrigados a continuar trabalhando após bater ponto, que recebem mensagens de trabalho, em grupos de WhatsApp, fora do horário de expediente ou que são convocados para reuniões e só podem bater o ponto após a sua realização. Por isso, as entidades rejeitaram a “armadilha”.

União para pressionar o Itaú

Paralelamente, nas últimas semanas, os sindicatos estão promovendo uma campanha para cobrar valorização e respeito aos funcionários. Com o slogan "No Itaú, o futuro será feito sem você", as publicações denunciam a exclusão e o desrespeito que afetam tanto trabalhadores quanto clientes.

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#ItaúFuturoSemVocê

Fonte: Seeb Belo Horizonte

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