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17ª Plenária da Nacional da CUT reafirma papel da classe trabalhadora na transição justa

17ª Plenária da Nacional da CUT reafirma papel da classe trabalhadora na transição justa

Publicado em 17/10/2025

Fonte: Contraf-CUT

Delegadas e delegados de todo o país debateram e aprovaram estratégia dos trabalhadores pelo desenvolvimento sustentável

O desafio para a "transição justa", termo que define o processo de modificação da atual economia poluente para uma economia sustentável, incluindo justiça social, ou seja, de enfrentamento às mudanças climáticas de forma equitativa e inclusiva, foi um dos temas debatidos nesta quinta-feira (16), durante a 17ª Plenária Nacional da CUT “João Batista Gomes (Joãozinho) Novos Tempos, Novos Desafios”, que aconteceu na quadra dos bancários, na capital paulista.

A bancária e secretária de Mobilização e Relações com o Movimento Sindical da CUT Nacional, Rosalina Amorim, reforçou que "a organização da classe trabalhadora é fundamental" para impedir que as mudanças que já estão acontecendo na economia, por conta da crise climática, não retirem direitos trabalhistas e aprofunde as desigualdades. "Temos que fazer um planejamento muito claro das nossas ações, caso contrário não haverá justiça na transição em curso. E esse planejamento inclui o fortalecimento das nossas entidades, o combate à precarização, ou seja, trazer os trabalhadores que hoje estão na informalidade para o movimento sindical. Isso é estratégico", observou Rosalina.

A dirigente destacou ainda que a transição justa exige organização conjunta com os demais movimentos sociais. "O papel do movimento sindical cutista, como representante dos trabalhadores, inclui pensar e buscar resoluções de como fica a proteção dos direitos trabalhistas diante da escalada dos desastres, diante das mudanças do parque energético. Inclui participar ativamente de fóruns nacionais e internacionais", completou. "Por isso a organização sindical é, mais do que nunca, essencial", resumiu.

A também bancária e presidenta da CUT Pará, Vera Paulone, alertou para a unidade da classe trabalhadora é essencial, especialmente para os trabalhadores que não estão no eixo Sul-Sudeste. "No Pará, 70% da população economicamente ativa recebe até um salário-mínimo. Ao mesmo tempo estamos sofrendo as fortes consequências das mudanças climáticas, com seca nos rios, falta de chuvas. Esse alto nível de estresse climático nunca foi tão forte em nossa região e está causando adoecimento físico e mental nos trabalhadores locais", completou.

A dirigente destacou ainda que não haverá transição justa sem financiamento e garantia de trabalho decente. "Falar de sustentabilidade não é apenas algo ‘bonitinho’ e não vai acontecer sem recursos. Essa é a realidade! Temos que entender a natureza como sujeita de direitos, assim como o povo tem direitos", destacou, reforçando, em seguida, que a adaptação para um mundo sustentável e justo para todas e todos depende do redirecionamento dos recursos que são investidos na economia. "Nesse sentido, temos que denunciar os predadores. É por isso que nós colocamos nas mesas de negociações com os bancos que não financiam as empresas que desmatam, as empresas que poluem", concluiu.

A mesa Desenvolvimento Sustentável contou ainda com a participação de Antônio Lisboa (secretário de Relações Internacionais da CUT); Josana de Lima (coordenadora-geral da CONTRAFI Brasil e secretária-adjunta de Administração e Finanças da CUT Brasil); Cristiana Paiva (secretária da Juventude da CUT); Janaina Meazza (assessora da CUT); e Leandro Horie (técnico do Dieese).

Ao final das exposições, os mais de 500 delegados e delegadas de todo país, que participaram do evento, de forma presencial e on-line, aprovaram o texto-base das estratégias de luta do movimento sindical cutista para uma transição justa.

plenária cut

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