NOTÍCIAS

NOTICIAS GERAIS

POLÍTICAS E AÇÕES AFIRMATIVAS

SEGURANÇA

Lula sanciona lei que prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

📷 Ricardo Stuckert
Lula sanciona lei que garante mais proteção às mulheres vítimas de violência doméstica
Lula sanciona lei que garante mais proteção às mulheres vítimas de violência doméstica

Publicado em 10/04/2026

Fonte: Revista Fórum

Nova legislação fortalece medidas protetivas, amplia monitoramento de agressores e integra pacote de ações do governo federal no combate à violência contra a mulher

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que reforçam o combate à violência contra a mulher, com destaque para a nova regra que prevê o uso de tornozeleira eletrônica em agressores em casos de risco à vítima.

A medida altera a aplicação da Lei Maria da Penha ao tornar mais rigoroso o monitoramento de suspeitos de violência doméstica. A partir de agora, o uso do dispositivo poderá ser determinado de forma imediata em situações que envolvam ameaça à integridade de mulheres e crianças.

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância do avanço legislativo, mas defendeu que o país também enfrente as causas estruturais da violência.

“Criar leis rigorosas e punir os agressores é necessário, mas nós temos que trabalhar para que os crimes não aconteçam”, afirmou. “O desafio da sociedade é educar para formar um ser humano que respeite as regras de convivência.”

Monitoramento mais rigoroso e proteção ampliada

A nova lei permite que delegados determinem o uso de tornozeleiras eletrônicas em cidades onde não há juiz disponível — ampliando a capacidade de resposta do Estado em situações emergenciais. Além disso, o monitoramento passa a ser prioritário em casos de descumprimento de medidas protetivas.

Outro avanço importante é a possibilidade de a vítima utilizar um dispositivo de alerta, que emite aviso caso o agressor se aproxime, reforçando a prevenção e a segurança.

Caso o uso da tornozeleira seja suspenso, o juiz deverá justificar expressamente a decisão, o que aumenta a transparência e o rigor na aplicação da medida.

Pacote amplia combate à violência contra a mulher

Além da tornozeleira eletrônica, o governo federal sancionou outras duas leis que ampliam a proteção às mulheres:

  • A tipificação do vicaricídio como crime hediondo — quando filhos ou parentes são assassinados para atingir emocionalmente a mulher, com pena de 20 a 40 anos;
  • A criação do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas, a ser celebrado em 5 de setembro.

Para Lula, o conjunto de medidas representa um esforço de atualização constante das leis diante das novas formas de violência.

“Toda lei que a gente faz corrige alguma coisa, mas os violentos encontram um jeito de burlar. Estamos cuidando dos efeitos e precisamos cuidar das causas”, declarou.

Veja vídeo:

Educação e regulação digital entram no debate

O presidente também destacou que o enfrentamento à violência exige políticas educacionais e atenção ao ambiente digital. Segundo ele, o acesso a conteúdos inadequados nas redes sociais pode influenciar comportamentos violentos, especialmente entre jovens.

“Se a gente não cuidar da causa, não vai resolver o problema. Precisamos criar um novo homem e uma nova mulher, com base em valores de respeito”, disse.

Ao defender maior regulação das plataformas digitais, Lula argumentou que o Estado precisa atuar para reduzir estímulos à violência e proteger a formação das novas gerações.

Governo reforça agenda de proteção às mulheres

Com as novas leis, o governo federal consolida uma agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres, combinando medidas de repressão, prevenção e conscientização.

A ampliação do monitoramento eletrônico de agressores é vista como um passo importante para evitar reincidências e garantir maior segurança às vítimas, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso institucional com o enfrentamento da violência de gênero no país.