Bancários do Itaú respondem à ganância do banco e paralisam atividades
PACTU

Bancárias e bancários do Itaú da base da Fetec-CUT/PR (Curitiba, Londrina, Umuarama, Guarapuava, Apucarana, Paranavaí, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Toledo e Arapoti), em conjunto com a Fetrafi-MG e Fetec Centro-norte paralisaram as atividades nesta quinta-feira (06) por conta da insistência do banco em tentar impor retrocessos nos direitos dos bancários, justamente no momento em que a instituição atingiu o lucro histórico de R$ 41,4 bilhões, o maior da história do sistema financeiro nacional.
Mesmo diante de cifras altamente expressivas, o Itaú fechou 227 agências durante o ano de 2024. Reduzindo o número de locais de atendimento, consequentemente gera uma sobrecarga para os bancários e deixa a população sem um atendimento de qualidade.
O banco insiste em um formato de negociação por meio de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) incluindo o teletrabalho, o registro ponto, banco de horas, bolsa educação e termo de quitação das horas extras. Alguns destes pontos, como o termo de quitação, traz enormes preocupações, pois o que o Itaú quer é que os bancários e sindicatos assinem a cada seis meses a validação das horas extras. O fato é que os sindicatos recebem inúmeras denúncias de trabalho fora do ponto, participação em grupos de Whatsapp da unidade, ligações telefônicas fora da jornada de trabalho, entre outros, e, diante disso, entendemos o porquê da pressão que o Itaú faz para assinarmos o acordo com este termo.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Toledo e representante do Paraná na COE Itaú, Fernando Augusto Comassetto, avalia que o bancário do Itaú terá prejuízos caso aceite esta proposta. “Essa insistência, ou melhor, ultimato do banco em só negociar se a gente aceitar tudo o que eles querem vai trazer sérios problemas para os bancários no futuro, pois perderemos o direito de fazer uma eventual reclamação lá na frente. O acordo só beneficia o Itaú. Porém, estamos dispostos a seguir lutando. Não assinaremos enquanto o banco não tirar esta cláusula”, comenta.
O presidente da Fetec/PR, Deonisio Schmidt, explica, por meio de uma metáfora, que “o Itaú fala que os bancários e bancárias podem manter os dedos das mãos, mas, para isso, precisam cortar os dedos dos pés. Não aceitaremos a imposição e a chantagem do Itaú. Estamos dispostos a uma negociação séria, diferente do que o banco vem fazendo. Os bancários não aceitarão calados os retrocessos”, encerra.
Veja abaixo a galeria de fotos das paralisações
Curitiba
Londrina
Umuarama
Guarapuava
Apucarana
Paranavaí
Cornélio Procópio
Campo Mourão
Toledo
Arapoti
Texto: Flávio Augusto Laginski
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